Seu João Arnstein Arno, o fundador A Arno nasceu em 1940, quando João Arnstein Arno, natural de Trieste, naturalizado brasileiro, criou a Construções Eletromecânicas Brasileiras LTDA. - Materiais Elétricos, empresa especializada na fabricação de motores elétricos. Em 1944, aconteceu a fusão com a Intermares LTDA., Brasselva LTDA. e Siltex LTDA., surgindo a Empresas Reunidas e Comércio Arno S.A. Um ano depois, a razão social foi alterada para ARNO S.A. - Indústria e Comércio, nome com o qual vem perpetuando seu trajeto de sucesso até os dias atuais. Diversificação de produtos O avanço da tecnologia e a visão do seu fundador incentivaram a Empresa, em 1947, a diversificar sua produção, passando a fabricar também peças para automóveis e para o pequeno eletrodoméstico. Pouco tempo depois começou a produzir os primeiros eletrodomésticos do País: enceradeiras, aspiradores de pó, panelas de pressão e liquidificadores, já atendendo às necessidades do consumidor e proporcionando às donas de casa da época o início de uma mudança comportamental. Anos 60 e 70 Os anos 60 e 70 foram marcados pela construção de novas unidades de produção e de um Centro de Armazenamento e Produção. Atualmente, a Companhia possui quatro unidades fabris, das quais três estão localizadas na Cidade de São Paulo e a quarta em Jordanésia, distante 30km da capital paulista, assim como o depósito central da Empresa. Todas as fábricas são certificadas pela Norma ISO. A líder brasileira se incorpora ao líder mundial A aquisição da ARNO S.A. em 1997 se insere na estratégia de mundialização do Groupe SEB, organização francesa com liderança mundial na fabricação de eletroportáteis. Desde o início da década de 90, o Grupo vem trabalhando por meio de Unidades de Negócios, responsáveis pelo desenvolvimento de estratégias globais que permitam ao Grupo um crescimento contínuo. Além disso, busca constantemente fortalecer sua posição de líder de mercado em produtos chaves e também melhorar o aproveitamento de desenvolvimento de produtos, estratégias de mercado e política industrial.
1882 até 1944 1945 até 1975 1976 até 1998 2000 até dias atuais Anterior Como tudo começou A História da ARNO se confunde com a saga da família Arnstein, iniciada no Império Austro-Húngaro, em 1882. Naquele ano, Carlo Arnstein, Conselheiro do Império Austro-Húngaro, criou uma empresa e iniciou a importação de café, em grande parte vindo do Brasil. Nas sacas do produto, escrevia a marca ARNO, que viria a ser depois sinônimo comercial da família Arnstein. Após a Primeira Guerra Mundial, seu filho Hans, rebatizado João, inicia no Brasil a fabricação de motores elétricos em 1938, ano que Felippe Arno, filho de João e presidente da Empresa de 1957 até 1997, considera como o de fundação da ARNO. Pioneira na fabricação de motores elétricos no Brasil, a ARNO colaborou em muito para a industrialização de São Paulo e do país. Hoje, a ARNO, líder brasileira na indústria de produtos eletroportáteis, é uma empresa do Groupe SEB, grupo francês líder mundial, atuando em mais de 120 países. Conheça a cronologia da história da ARNO, com o testemunho de Felippe Arno, o homem que atuou na presidência da Empresa por 40 anos e que ajudou a fazer da ARNO a líder brasileira na indústria de produtos eletroportáteis. 1882 A Família Arnstein e o Império Austro-Húngaro A história da ARNO começa em 1882, com a saga da família Arnstein, originária de Trieste, nessa época cidade do Império Austro-Húngaro. Carlo Arnstein, Conselheiro do Império Austro-Húngaro, casado com Emília Arnstein e pai de 4 filhos, funda naquele ano uma empresa de importação. O principal produto de importação da empresa era o café, em sua grande parte originário do Brasil. Em todas as sacas de café que comercializava, o Sr. Arnstein escrevia ARNO, nome que se tornaria sinônimo comercial da família Arnstein e que viria a denominar a Empresa até os dias atuais. 1914-1918 A Família Arnstein e a Grande Guerra Durante a 1ª. Guerra Mundial, o Sr. Arnstein compra, por razões de patriotismo, vários Bônus de Guerra do governo Austro-Húngaro. Ao término da Guerra, devido à desvalorização dos títulos, havia perdido todo o dinheiro investido e, entre seus 4 filhos, o mais velho morrera em combate; um outro havia perdido o braço. 1922 - 1923 Hans, filho mais jovem do Sr. Arnstein, efetua estágios no Brasil Em 1922, o filho mais jovem, Hans, decide efetuar estágios ao redor do mundo: Rio de Janeiro, Santos, São Paulo, Nova York, Londres e Gênova. O novo mapa da Europa ao término da Grande Guerra tornou difícil a situação familiar dos Arnstein. Assim, Hans não hesitou em se naturalizar brasileiro durante sua estada no Brasil entre 1922-23. Depois de Londres, Hans vai a Gênova e finalmente retorna a Trieste para reencontrar seu pai, que mantém a empresa de importação de café. 1938 Hans passa a se chamar João Em 1938, Mussolini começa a se aproximar perigosamente de Hitler. Dois dos irmãos de Hans deixam a Itália e se instalam nos EUA. Hans escolhe São Paulo, onde ele decide abandonar o setor cafeeiro para lançar-se na indústria. Neste mesmo momento, Hans decide mudar de nome e passa a se chamar João. Nesta época o Brasil ainda era pouco industrializado. São Paulo era um pouco mais que o resto do país, mas seus setores principais de atividades ainda eram o tecido e os tijolos. A malha industrial que se formava era constituída em grande parte de pequenas empresas, com muitas dificuldades em se manter. O grosso da economia do país girava em torno do café. Aparentemente, a comunidade judia de Trieste havia escolhido a América Latina para se refugiar, em particular o Brasil. Em São Paulo, os refugiados se ajudam e é nesse clima que João se lança em várias atividades, como a fabricação de esquadrias para janelas, a exportação de madeira e de produtos químicos...sem obter verdadeiro sucesso em nenhuma delas. João decide então comprar uma fábrica de motores elétricos e, embora não estivesse familiarizado com a atividade, as demais foram dando lugar a ela, que prosperou. 1940 Nasce a empresa Construções Eletromecânicas Brasileiras LTDA. Assim, em 1940, formaliza-se a criação da Construções Eletromecânicas Brasileiras LTDA., com capital de CR$600,00 (seiscentos cruzeiros), para a fabricação de motores elétricos. 1944 Formação das Empresas Reunidas de Indústria e Comércio ARNO S/A.Em 1944 ocorre a fusão da Construções Eletromecânicas Brasileiras LTDA. com a Intermares LTDA., a Brasselva LTDA. e a Siltex LTDA., dando origem às Empresas Reunidas de Indústria e Comércio ARNO S/A. Próximo A História da ARNO se confunde com a saga da família Arnstein, iniciada no Império Austro-Húngaro, em 1882. Naquele ano, Carlo Arnstein, Conselheiro do Império Austro-Húngaro, criou uma empresa e iniciou a importação de café, em grande parte vindo do Brasil. Nas sacas do produto, escrevia a marca ARNO, que viria a ser depois sinônimo comercial da família Arnstein. Após a Primeira Guerra Mundial, seu filho Hans, rebatizado João, inicia no Brasil a fabricação de motores elétricos em 1938, ano que Felippe Arno, filho de João e presidente da Empresa de 1957 até 1997, considera como o de fundação da ARNO. Pioneira na fabricação de motores elétricos no Brasil, a ARNO colaborou em muito para a industrialização de São Paulo e do país. Hoje, a ARNO, líder brasileira na indústria de produtos eletroportáteis, é uma empresa do Groupe SEB, grupo francês líder mundial, atuando em mais de 120 países. Conheça a cronologia da história da ARNO, com o testemunho de Felippe Arno, o homem que atuou na presidência da Empresa por 40 anos e que ajudou a fazer da ARNO a líder brasileira na indústria de produtos eletroportáteis. Anterior 1945 As Empresas Reunidas se tornam ARNO S/AAs Empresas Reunidas de Indústria e Comércio ARNO S/A mudam sua razão social para ARNO S/A Indústria e Comércio, com Capital social de CR$10.000,00 (dez mil cruzeiros). 1949 A ARNO e a jovem indústria brasileira Em 1949 observa-se o início da industrialização no Brasil. A fabricação de motores para a indústria é um dos setores de maior importância para impulsionar a economia do país, no qual a ARNO tem, desde os primeiros momentos, papel decisivo. No mesmo ano, a ARNO começa a produzir eletroportáteis: aspiradores, enceradeiras e liquidificadores. O design era do grupo americano SEARS, ROEBUCK & CO. que passou a distribuir uma parte da produção. A ARNO ficou responsável pela venda da outra parte e passou a atender todo o território nacional. 1952 A Empresa se muda. A avenida, que era do Café, produto de importação do Sr. Arnstein, passa a se chamar ARNO As ações da ARNO passam a ser cotadas na Bolsa de Valores. A Empresa, instalada na Av. do Estado, se muda para o bairro da Mooca, centro de São Paulo, na Avenida Arno (ex-Avenida do Café), em uma área de 21.000m², destinada à fabricação de motores elétricos. Nesta época, 2/3 de suas vendas correspondem aos motores elétricos e 1/3 correspondem a peças destinadas às indústrias automobilística e de eletroportáteis. João Arnstein passa a se chamar João Arnstein Arno. 1957 Felippe Arno sucede a seu pai, João Morre João Arnstein Arno, em 26 de agosto com 57 anos. Felippe Arno, seu filho, então com 27 anos, sucede ao pai na presidência da Empresa. Felippe havia estudado Economia e Marketing na Business Administration School of Harvard e regressara havia dois anos ao Brasil, passando a trabalhar na ARNO. Carlos Sergio Arnstein, seu irmão mais jovem, torna-se Diretor Geral. No momento de sua morte, João Arnstein Arno possuía 90% das ações votantes da ARNO. Os outros 10% eram de imigrantes originários de Trieste. 1958 Produção para a General Motors e novo parque industrial A ARNO passa a fabricar componentes DELCO REMY para a General Motors. Um novo parque industrial é inaugurado na Av. Arno, com 25.600m2. 1961 Exportação de liquidificadores A ARNO exporta liquidificadores para a Europa. 1962 Ampliação industrialA ARNO adquire um conjunto de edifícios na Rua Cel. Domingos Ferreira, no Ipiranga: 23.600m2. 1964 A ARNO se associa à ASEA A ARNO se associa à ASEA INDUSTRIAL S/A, empresa sueca atuando na fabricação de equipamentos elétricos. A ASEA fazia parte do grupo dirigido pela família Wallenberg, detentor Electrolux, Astras, SKF... ARNO e ASEA compram ações votantes. Felippe Arno dá o seu testemunho: “O material elétrico era o que nós sabíamos trabalhar. Nós queríamos lançar uma linha de furadeiras, ferramenta que não existia no Brasil. Então, eu fui ver a ASEA e a ROTRON também. A ARNO possuía o parque industrial e a rede comercial, mas faltava lhe a tecnologia. Montamos joint ventures com a ARNO detendo 60% e, no espaço de apenas um ano, o processo de fabricação começou. Teriam sido necessários pelo menos dois anos, com investimentos consideráveis, se cada um tivesse trabalhado isoladamente.” 1965 Exportação de liquidificadores para a América Latina A ARNO inicia as vendas de liquidificadores para outros países da América Latina. 1971 Produção em grande escala para a indústria automobilística A ARNO reforça sua parceria DELCO REMY e também DELCO ELECTRONICS, passando a produzir todos os componentes elétricos para automóveis (alternadores, starters, ventiladores etc...). Carlos Sergio Arnstein, irmão de Felippe Arnstein Arno e Diretor Geral da ARNO, deixa seu cargo na Empresa, conservando suas ações. Ele tem 38 anos. 1975 ARNO: primeira fabricante de ferramentas elétricas no Brasil Assinatura de um contrato de joint venture com a SKIL, empresa americana de Chicago, fabricante de furadeiras elétricas. A ARNO se torna a primeira empresa brasileira a fabricar esta ferramenta, assim como outras ferramentas elétricas. Algum tempo mais tarde, a ARNO adquire as ações da SKIL no Brasil. Próximo As Empresas Reunidas se tornam ARNO S/AAs Empresas Reunidas de Indústria e Comércio ARNO S/A mudam sua razão social para ARNO S/A Indústria e Comércio, com Capital social de CR$10.000,00 (dez mil cruzeiros). Anterior 1976 Ampliação de seu parque industrial Ampliação de seu parque industrial: aquisição de um terreno na Rua Julio Galeotti, em Cajamar, com 51.700m2 e aquisição de um edifício industrial na Rua Francisco Pedroso de Toledo, na Vila Liviero, para a fabricação de equipapementos auto-elétricos. Área de 6.500m2. 1978 Aumento da produção de eletrodomésticos A ARNO aumenta seu capital e cede sua divisão de motores elétricos para a ASEA. Neste momento, a ARNO começa a concentrar sua produção nos eletrodomésticos. 1979 Fabricação de equipamentos para a informática e criação de Centro de Estoque e de Distribuição Joint venture com a americana ROTRON INCORPORATION, filial do Grupo EG&G-Boston, um dos principais fornecedores da NASA. A ARNO fabrica coolers (ventiladores para refrigeração de computadores) e outros aparelhos elétricos. Término da obra em Jordanésia, que se torna Centro de Estoque e de Distribuição. Área de 10.000m2. 1981 Ampliações em São Paulo e Jordanésia Ampliação do Centro de Estoque e de Distribuição de Jordanésia. Área de 17.500m2. Ampliação da Unidade Industrial da Rua Francisco Pedroso de Toledo. Área de 12.700m2. 1982 Exportações para a ArgentinaA ARNO inicia suas exportações para a Argentina. Compra da parte da SKIL CORP. na joint venture criada em 1975. 1985 Nova Unidade IndustrialInício das operações da nova Unidade Industrial de Jordanésia, SP. Fabricação de eletrodomésticos. 1986 Lançamento de lavadora inédita no mercado brasileiraLançamento de uma lavadora sem secadora, mais acessível que os modelos existentes no mercado brasileiro. Uma verdadeira novidade. 1988 Ampliação industrialEm 1988, foi construído um novo edifício industrial em Jordanésia: área de 6.500m2. 1989 Nova ampliação industrial A ARNO compra a parte da ROTRON INC. na joint venture criada em 1979, ARNO ROTRON LTD. Amplia a unidade de montagem de ventiladores de Jordanésia, assim como o setor de estoque e de distribuição. A área coberta passa a ser de 37.400m2. 1992 Fim das atividades de montagem para o setor automobilísticoDesativação da linha de montagem de equipamentos auto-elétricos. 1994 Diversificação de produtos. Certificação ISO 9001 Certificação ISO 9001, fundamental para a competitividade da Empresa nos mercados nacional e internacional. A ARNO começa a trazer produtos de fora do país para completar suas linhas de produtos. Exemplo: um ferro de passar da empresa espanhola UFESA. 1995 Fim das atividades de produção para o setor automobilísticoTérmino da produção da ARNO para o setor automobilístico. 1996 Ampliação de seu parque industrial e concentração na produção de eletrodomésticos Aquisição de um terreno de 8.758m2. Construção de um efifício para o estoque de materiais e de produtos de grande volume, com 6.130m2. Com a venda das ações da ASEA para a ELECTROLUX (e como a ARNO havia vendido sua divisão de motores elétricos para a ASEA) a ELECTROLUX se torna acionista minoritária da ARNO. Em seguida, a ELECTROLUX é vendida para a alemã BOSCH. Felippe Arno é nomeado para o Conselho de Administração da BOSH BRASIL, permanecendo até 1997. Felippe tem então 67 anos. "A um certo momento, meu irmão e eu decidimos vender e a Bosh comprou a parte principal de nossas atividades de motores e ferramentas elétricas. A partir desse instante, a ARNO passa a se dedicar essencialmente aos aparelhos eletrodomésticos", explica Felippe Arno. 1997-1998 Aquisição da ARNO pelo Groupe SEBO Groupe SEB, grupo francês líder mundial na fabricação de produtos eletroportáteis, adquire o controle da líder brasileira ARNO, começando com 52,38% (1997) e chegando a 97% das ações (1998). Próximo Ampliação de seu parque industrial Ampliação de seu parque industrial: aquisição de um terreno na Rua Julio Galeotti, em Cajamar, com 51.700m2 e aquisição de um edifício industrial na Rua Francisco Pedroso de Toledo, na Vila Liviero, para a fabricação de equipapementos auto-elétricos. Área de 6.500m2. Anterior 2000 Fechamento do Capital na Bolsa de Valores de São Paulo Uma vez que o Groupe SEB havia adquirido a quase totalidade do Capital da Empresa, a ARNO solicitou à Comissão de Valores Mobiliários o fechamento de seu Capital. 2001 - 2002 Racionalização da produção. Lançamentos para reforçar a marca ARNO Centralização da produção em 3 unidades fabris em São Paulo (antes 4). Lançamento de ações para racionalizar o trabalho e aumentar a produtividade. Reforço da marca ARNO com o lançamento de novos produtos: Nova linha de liquidificadores (Faciliq, Faciclick...) Espremedor de Frutas Facipress Panela a Vapor Aquatimer Ventiladores de pedestal e de parede Máquina de lavar Semi-automática Churrasqueira performio Processador e Liquidificador Kaleo Tostador ARNO Dias atuais Criação e operacionalização do Programa de Responsabilidade Social ARNO e T-FAL “Aprendendo na Prática” – programa de ações em escolas que conscientizam as crianças sobre o desperdício de alimentos e ensinam como melhor aproveitá-los. Inauguração da Casa Gourmet Rio Levando ao Rio de Janeiro a experiência da Casa Gourmet de São Paulo, reafirmando o conceito de serviços diferenciados para o consumidor. Hoje integrada às ações do Groupe SEB, A ARNO tornou-se uma empresa globalizada, produzindo para os mercados brasileiro e sulamericano. Seus produtos são o resultado de inovações, obtidas através de pesquisas tecnológicas e de estudos de marketing realizados junto a seu público-alvo. Próximo Fechamento do Capital na Bolsa de Valores de São Paulo Uma vez que o Groupe SEB havia adquirido a quase totalidade do Capital da Empresa, a ARNO solicitou à Comissão de Valores Mobiliários o fechamento de seu Capital.
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